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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Capitulo 29

Camis narrando:
Fui no médico, fiz uns exames pra saber se estava tudo bem comigo, o de sangue eu só iria sair daqui 2 dias, problemas técnicos, fiz um de HIV também e graças a Deus eu não tinha me contaminado com nada, estava tudo bem comigo mas tomei os devidos cuidados, tomei pílula do dia seguinte e uns remédios loucos que meu médico particular me passou e finalmente voltei pra casa, nossa, eu não via a hora.
Cheguei indo direto pro meu quarto, estava sem celular ainda mas minha mãe já havia devolvido meu not, aleluia! Liguei o mesmo deitando na cama, entrei em minhas redes sociais, twitter, ask e face. Coloquei uma música no youtube também e assim que ela começou a tocar comecei a chorar e cantar também rs :'( Não aguentei e postei uma foto minha e do Kadu marcando ele, comecei a chorar muito com saudade e medo de tudo =[
Me sinto tão amada isso faz bem
pro coração da gente quando tem
alguém pra dividir um grande amor
como a brisa da manhã assim você chegou....
Você foi como um dilúvio de amor
arrancando do meu peito uma dor
e no lugar daquela cicatriz marcou
as cenas lindas que o tempo já notou.
Você é minha tempestade do bem,
trazendo chuva ao meu deserto
me fazendo alguém... (8) 
Ele tinha entrado já mas fazia um tempo, postou até uma música do Thiaguinho que lógicamente eu curti e mais 110 pessoas também -' Tentei me distrair, li uns blogs, fiquei no Tumblr, conversei com a Vic que disse que a noite ia na minha casa com a Jú, é, acho que tinha muito o que explicar pras duas :/ elas iriam na minha casa ás 20h e agora eram 15:30h. Enfim, fiquei horas no pc mas com uma vontade de jogar tudo pro alto, ligar pro Kadu ou melhor ainda, ir na casa dele e conversar, explicar tudo o que houve, dar colo pra ele e receber seus carinhos :(

Kadu narrando:
Coloquei tudo o que eu precisava na minha maior mochila, como se eu fosse viajar mermo, tomei um banho rápido, estava esfriando, botei uma calça jeans, uma manda longa V azul marinho e um blusão branco estampado, botei meu vans, escovei meus dentes, estava sem fome então nem pensei em comer, passei antitranspirante, perfume, desliguei tudo da tomada, fechei todas as janelas, peguei minha mochila, saí de casa, tranquei tudo, fui pra minha moto botando o capacete, liguei a moto e parti pra parte mais alta do morro, na casa do dono dele. Cheguei estacionando, como os lek já me conheciam me deixaram ultrapassar a zona suave por que tá ligado né? Não é qualquer um que atravessa não!
Saí da moto levando minha mochila, entrei e subi com o Menó, ele me levou pro escritório do CJ, escritório de cú né, o cara jogava ps3 e fumava um baseado.
Kadu: ae CJ - bati na mão dele.
CJ: Kadu, você por aqui maninho? Senta ae mano - sentei - o que devo essa honra? 
Kadu: preciso de drogas.
CJ: drogas? Mas tu curte só um baseado não é?
Kadu: agora eu curto tudo. Tem como me arranjar? Pago agora.
CJ: qual a treta? Tu não é disso.
Kadu: não te interessa. Tem como arranjar?
CJ: vixe Kadu, relaxa ae. Tem sim mano, tu quer o que?
Kadu: tudo.
CJ: tem quanto em dinheiro agora?
Kadu: 3 mil.
CJ: tu quer 3 mil de droga? Tá louco irmão?
Kadu: não, quero mil, o resto vou me virar na estrada.
CJ: hm, vou nem fazer perguntas porque já vi que tu tá grilado - ele chamou o Menó no rádio que em instantes entrou no escritório dele.
Menó: manda o papo CJ.
CJ: arranja mil em todo tipo de bagulho pro Kadu ae, principalmente em maconha que eu sei que tu gosta - sorriu pra mim.
Menó: demoro chefinho - saiu da sala.
Kadu: vai demorar quanto tempo?
CJ: pouco. Quer fumar, beber, jogar um play?
Kadu: to de boa.
CJ: conversar talvez?
Kadu: não, valeu.
CJ: suave - ele voltou a jogar e fumar, o Menó depois de uns 10 minutos voltou com uma mochila preta bem cheia, entregou pro CJ que abriu conferindo - tudo aqui.
Kadu: suave - peguei minha mochila tirando um envelope de dentro, essa era minha economia de alguns meses, tirei mil conto de lá de dentro entregando pra ele, ele me deu a mochila, abri vendo e tinha vários saquinhos, muitos *-* com todo tipo de drogas - tudo certo? - ele contava o dinheiro.
CJ: tudo parceiro.
Kadu: jaé, falo e se alguém te perguntar de mim tu não viu.
CJ: suave - desconfiado - tá fugindo de ninguém não né?
Kadu: tô.
CJ: de quem? - preocupado com um tom de irritação.
Kadu: da minha vida - bati na mão dele saindo fora, o Menó veio comigo, me levou até o portão, subi na minha moto e meti marcha pra praia.
Cheguei em 01h, fui a milhão. Estacionei em qualquer lugar no começo da praia, perto das rochas, peguei minha mochila e fui pra areia, sentei em uma rocha pegando minha mochila e tirei de lá maconha, peguei tudo, dichavei e bolei um beck sem pressa alguma, olhava o dia e sentia a brisa do mar, peguei meu celular e coloquei Filipe Ret pra tocar, maluco representa! Acendi, apertei, puxei com força, prendi e soltei pro ar, fiquei fumando olhando mar e os dia rolar, as nuvens se moverem, deixei os pensamentos ruins ir pra longe, pensava em nada, pensava em tudo...
Pra quem se diz nata, cuidado pra não qualhar
Quem aperta o gatilho, não diz que vai atirar
O monstro avança, quem tem um sonho não dança
Sua revolta é ímpar, sua vingança é particular.
Recuse convicções idiotas, cê é do tamanho das contradições que suporta 
Não tem sua resposta, encontre seu caminho
Acendo um fininho, uhhh! E a rua gosta...
Traio o mundo mas não vou me trair,
Derrubo quem for mas não aceito cair
Tô de pé fluindo, até mudo eu mudo
Apesar de tudo vou viver sorrindo... (8)

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